Primeiro ato

Me pergunto como algo tão puro e belo possa ser insignificante em meio ao caos, seria um ponto? Mas qual e o porquê? 

Com suas sapatilhas de cristal que se quebram em meio à dança fazendo sua espinha arrepiar, há muitas em uma que é só, me restou  tão pouco tempo para pensar ou talvez eu já estivesse presa em minha caixa. Eu deveria me libertar dessa ocasião tão mórbida? talvez me acomodar mais? 

Há de desejar outro mesmo sem precisar, querer apenas pela sensação de posse, são apenas meus questionamentos na quais são um tanto tentador para a minha pessoa. 

Ouça… o canto das fadas e a dança das bailarinas, elas flutuam sob a água  brilhando como vaga-lumes, nessa estante empoeirada meu delírio de pensamentos me afoga nesse poço de cadáveres, mesmo quando ainda havia carne e alma, eram sólidas e isso fez com que derretessem com o ácido denso de suas vidas medíocres. Suas almas? Agora vagam sem rumo esperando pelo seu renascimento, o fim? Nunca existiu, mas eu me gozo disso.



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