O bobo da corte

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Vestido com roupas listradas e com um sorriso largo no rosto, o bobo da corte sempre divertiu a todos com suas piadas e brincadeiras. Porém, há algo que ele esconde em seu coração: uma paixão incondicional pela filha do rei.

Ele a observa de longe, admirando sua beleza e graciosidade, sua pele pálida e macia, suas bochechas exageradas de blush rosa, mas sabe que jamais poderá ser correspondido. A princesa já está comprometida com um príncipe de outro reino e, mesmo que não estivesse, o bobo sabe que nunca seria levado a sério em um assunto tão importante quanto o destino de um casamento real.

Mesmo assim, ele continua a entreter a todos com suas palhaçadas, escondendo sua dor profunda por trás de suas gargalhadas. Ele sabe que sua felicidade está destinada a ser apenas uma miragem, mas não pode evitar sentir seu coração bater mais rápido toda vez que a vê.

No final, o bobo da corte sabia que seu amor seria eterno, mas também sabia que nunca poderia ser realizado. Ele, então, decidiu deixar o castelo e seguir em frente, com a esperança de que um dia sua amada o aceitaria.

O bobo da corte, após muito tempo afastado, voltou a trabalhar no castelo. Ele sabia que ver a princesa novamente seria doloroso, mas não podia resistir à oportunidade de estar perto dela novamente.

A princesa sempre adorou sua companhia, com seu leque pintando de flores ela o encarava de volta. Pequenos sorrisos, flertes sutis e conversas mais longas, faziam o bobo acreditar que, talvez, seus sentimentos não eram tão injustificáveis assim.

Chegou o dia do casamento da princesa. O bobo, em pé de sua porta do quarto, segurando lindas tulipas azuis e uma carta, o bobo ajoelhou-se para deixar no chão, entretanto, a princesa abriu a porta e o viu ali, ele sem reação pela beleza magnífica da mesma congelou com sua boca entre aberta, seus olhos brilhavam. A princesa com um sorriso no rosto, pegou em sua mão e o levantou, ela lhe deu um beijão nos lábios, fazendo o bobo corar e sair saltitante.

Talvez houvesse uma chance para eles? 
No entanto, ela foi para a igreja e logo se casou com outro, ela apenas admirava as habilidades cômicas do bobo, mas não conseguia enxergá-lo como mais do que isso.

O bobo, mais uma vez, teve que esconder seus sentimentos e seguir em frente. Mas, desta vez, ele escolheu não partir e ficar no castelo, ele perdeu sua voz alegre e suas brincadeiras não eram mais engraçadas. Sua risada fraca ecoava pelo salão, sem o mesmo brilho de antes.

Os dias passavam e o bobo da corte continuava se afogando em sua própria tristeza. Seus olhos antes brilhantes agora estavam opacos e sem vida. Sua personalidade animada havia se transformado em uma sombra do que foi um dia. A tristeza foi sua prisão, sua morte e sua história. 

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